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sexta-feira, 27 de julho de 2007

Fica, panela

FICA, PANELA
Édi Prado -27/07/07


A Panela do Povo está fervendo e cozinhando questionamentos. De vez em quando se põem água, outras vezes aumentamos a pressão do fogão e os temperos e contribuições, no feitio da Sopa de Pedras, vêm chegando e o telefone não pára. Esse é o sintoma bom. Quando tento ligar mais cedo para ler o Édi torial, nem sempre consigo linha. Está ocupada. Só tem uma linha e se os donos do programas estão usando, fazer o quê, senão esperar?

O retorno dessa nova e renovadora proposta está vindo assim, como se planta esperanças, colhe-se sementes e esperamos a hora de plantar a próxima safra. Personalidades ilustres e pessoas com poder de decisão, já sentaram nesse estúdio. Já usaram o telefone,o microfone, se propuseram a vir, outros ainda não puderam, mas virão. Alguns querem falar, soltar a voz, desengatar o nó travado na goela, outros querem apenas dizer oi, estamos solidários e nos dar apoio moral e força para que não cortem a corda que nos liga e nos mantém unidos. Numa tempestade, quem estiver seguro na corda, não ficará perdido com areia nos olhos sem saber para onde ir nem onde está.
E se antes era cedo para avançar e partir para essa ousadia, determinação e por querer ser diferente dos que bebem o sangue das ovelhas, agora é tarde para recuar. Agora não somos sós, os que queríamos sonhar. Agora o sonho é coletivo e realidade.

E tem muita gente acordando com esse mundo novo de possibilidades. O programa precisa continuar. Eles não podem mais calar a todos ao mesmo tempo. É como diz o poeta: Se me cortam um verso eu escrevo outro. Se me prendem vivo eu escapo urrando pela boca das palavras.
Mas precisamos pagar este horário e o dono da emissora. Temos que honrar o nosso compromisso. A data para o pagamento venceu. Precisamos pagar o preço da liberdade. Não queremos ficar atrelados a grupos políticos, nem nos tornar um fiel cliente do poder, como se educa papagaio a falar. Não queremos que nos ensinem a gritar e a exigir o que é nosso direito
Direito. Isso já sabemos de cor e salteado, como fala o povo. A nossa dor, as nossas necessidades enquanto cidadãos não precisam ser ensinadas. Elas são frutos do descaso e nasce na medida em que nos negam o que nos pertence.

Da união nasce a força. Mas essa força só será força na medida em que cada um emprestar um pouquinho da sua força. E se o valor para pagar o programa vier só de um, vai pesar para um e ninguém ajuda em nada e aí não haverá união.
Mas quando cada um der um pouco, teremos o necessário para pagar o horário, o operador de mesa e outras despesas para chegar até aqui todas as manhãs e abrir o microfone para que todos ouçam o que temos que dizer.

Temos uma conta aberta para receber as contribuições. Basta levar no caixa do banco que você opera, numa agencia lotérica, via postal ou entregar no programa, informando o valor e quem está contribuindo. Se preferir, pode ficar no anonimato. Todo mês vamos divulgar o extrato bancário neste horário e dizer o que está sendo arrecadado e onde e como estão sendo empregada essas contribuições. Vamos disponibilizar a conta on line onde qualquer pessoa pode acessar a conta e verificar o balanço dessas contribuições.

O empresário pode anunciar aqui e abater esse investimento em publicidade, no Imposto de Renda, de forma legal, transparente e ainda tem a certeza que esse dinheiro volta aplicado em liberdade de expressão e informação.

O que não podemos permitir e aceitar é tenhamos que fechar este canal de comunicação por falta de recursos. Assim teremos a garantia que não estamos à venda nem em liquidação. E que vamos exercer o nosso direito de vez, voz e voto conscientes de que é preciso mudar este cenário de penúria, Não podemos ficar só na boa intenção de ajudar, de somar. É preciso ação. Precisamos pagar este horário e a conta desta fatura já chegou. Ligue, colabore. Veja de que forma você pode-nos a ajudar a ajudar você. Não fique de fora. Não se omita. A hora é agora. Amanhã pode ser tarde demais e mais uma vez eles estarão vencendo e lacrando a nossa boca e castrando os nossos sonhos. Não permita mais essa violência.

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